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Empresária fatura R$ 80 mil por mês com móveis infantis personalizados

20 de Março de 2014

O mercado infantil segue crescendo no Brasil e atrai muitos empreendedores. Em São Paulo, por exemplo, uma pequena empresa investe na fabricação de móveis. Tudo é produzido do jeito que o cliente quer, com temas e cores personalizadas para agradar as crianças.

Os pais não economizam na hora de satisfazer os filhos. Dados do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing indicam que uma família brasileira gasta mais de R$ 60 mil por ano para custear as despesas com o filho, até os quatro anos de idade. Para a consultora de empresas Márcia Buzzacaro, o mercado infantil cresce como poucos.

“O grande destaque é a própria criança, que hoje participa dessa decisão de compra. Ela decide o que ela quer como brinquedo, o que quer vestir, o que quer comer e decide inclusive nas decisões familiares, como um carro, a cor do carro e até a marca desse carro”, destaca a especialista.

Esse mercado promissor chamou a atenção da empresária Denise Rinaldi. Em 2007, ela investiu R$ 10 mil num pequeno estoque de móveis infantis coloridos: mesinha, cadeira, baú para guardar brinquedos e cama. Em 15 dias, a empresária vendeu tudo.

“Apesar de ser mãe, eu não tinha ideia que os pais gastassem tanto com as crianças, de como eles gostam de coisas coloridas, com coisas divertidas, com baús, com mesinhas, com camas”, diz.

A empresária não fabrica os móveis. Ela terceiriza a produção numa fábrica no interior de São Paulo. A linha infantil atende crianças de 2 até 12 anos, a maioria meninas. A temática infantil pode ser notada primeiro no tamanho das peças, pequenas, mas versáteis. A mesa de estudos, por exemplo, tem um tampão para guardar livros e vira uma mesa de almoço, o banco é também um baú e a estante tem seis caixas para organizar brinquedos. São pequenas soluções para a falta de espaço nos apartamentos modernos, que conquistam os filhos, mas principalmente os pais.

Os móveis são feitos em MDF, que são placas de fibra de madeira. Elas são cortadas, ganham contornos e depois as peças são montadas e pintadas. Na sequência, vem uma etapa da produção que encanta pais e filhos: a hora de desenhar nas peças.

“É um desenho simples, feito a mão, com pequenos detalhes, mas que fica bonitinho, né?”, diz a decoradora Ester da Silva.

Os móveis ficam cheios de desenhos coloridos. Tem a menina, o avião, o barco, o carro, os doces. Sem falar das maçanetas em forma de borboletas, joaninhas e flores. A empresária Denise aposta na personalização para vender. Ela adapta os móveis à decoração da casa e às vontades e necessidades da criança.

Sob medida
Isso tudo a gente faz, eu não tenho nada engessado. De repente uma é coisa rosa, e você não gosta de rosa, a menina gosta de azul. Vamos fazer um azul com flores e borboletas. Vamos criar em cima do que aquela família gosta. É personalizado realmente para a família”, diz a empresária.

O faturamento do negócio é de R$ 80 mil por mês. Cerca de 70% dos clientes chegam até a empresa pela internet. O site tem dezenas de produtos com opções em tamanhos, cores e desenhos de todos os tipos.  Para quem atua no mercado infantil, ter uma loja virtual é quase obrigatório.

“Esse ano está previsto em torno de R$ 640 milhões só com comércio eletrônico infantil, isso é 38% acima do que faturou no ano passado, por exemplo”, explica a consultora de empresas Márcia.

Na loja de Denise, pais e filhos examinam as peças, testam e esclarecem dúvidas.
“Essa cama, por exemplo, o pai quer comprar uma cama para a criança, a criança quer uma casinha para brincar. Dois em um! Aqui você tem a cama com a casinha.”

Crianças participam ativamente das decisões de compra. E as lojas precisam ter espaço adequado para receber esses pequenos consumidores. “As crianças precisam ser ouvidas, percebidas, elas sabem o que elas querem e esse mercado, com certeza, com esse cuidado do atendimento, do mobiliário personalizado, de ouvir essa criança e percebê-la é uma equação de bastante sucesso”, orienta Márcia Buzzacaro.

Catarina, de três anos, brinca, desenha, e até canta para a calopsita da loja. E na hora de escolher a cama do quarto, não adianta. A mãe mostra uma, mostra outra, mas a palavra final é da filha. “Eu que escolho a minha cama. A rosa porque eu gosto da princesa.”

 

Fonte:  PEGN TV

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